terça-feira, 18 de fevereiro de 2020


O Entre Marés: Compartilhando Saberes 2019 foi realizado no mês de dezembro e contou com a participação de discentes da Universidade Federal do Pará e da Universidade Federal Rural da Amazônia, sob coordenação da Prof.ª Dr.ª Márcia Pimentel e auxílio dos conselheiros da Reserva Extrativista de Mocajuim, no município de São João da Ponta. Agradecemos a todos os participantes e contamos com a presença em eventos futuros!!!

Abaixo disponibilizamos o link dos certificados dos participantes e da organização do evento:

quarta-feira, 18 de dezembro de 2019

Horizonte Sul-Sul: compartilhando saberes entre Brasil, Cuba e Moçambique

O ano de 2015 marcou a aproximação do GEPPAM (Grupo de Estudos Paisagem e Planejamento Ambiental) da Faculdade de Geografia da UFPA com professores de geografia da Universidade Pedagógica de Moçambique. Esse contato ocorreu durante o I Simpósio Luso-Iberoamericano de Geografia Física ocorrido no país africano. Em 2018, a realização de um estágio pós-doutoral em Santiago de Cuba, na parte oriental da Ilha, oportunizou o encontro com professores e pesquisadores de diferentes formações. Os dois momentos foram de grande importante para a formação de uma rede entre professores da Universidade do Pará, Centro Universitário Municipal de San Luis da Universidad de Oriente, e Universidade de Licungo.
Este e-book que como título “Horizonte Sul-Sul: compartilhando saberes entre Brasil, Cuba e Moçambique” é um primeiro resultado de divulgar os trabalhos realizados em diferentes contextos geográficos.
Os professores Mario Uacane da Universidade do Licungo (Moçambique) e Daniel Mendéz (Centro Universitário Municipal de San Luís da Universidad de Oriente, Cuba) assinam comigo a organização desse material. A contribuição desses colegas foi fundamental para a elaboração deste primeiro livro, num grande esforço coletivo para concretização de parcerias, mesmo em contexto de crise econômica, de conflitos ideológicos e de contradições sobre o significado do conhecimento, ciência e saberes.
Neste volume, os autores de diferentes formações, assinam artigos que resultam de pesquisa acadêmica e de extensão universitária. Em Cuba, os trabalhos se apoiam na Tarea Vida, ou seja, a diretriz governamental que integra diferentes áreas para pensar os projetos de enfrentamento às mudanças climáticas. Em relação a Moçambique, os artigos apresentam  situações de risco e de vulnerabilidade socioambiental de um país em transformações e sujeito aos fortes impactos de fenômenos extremos.  A parte brasileira cabe aos discentes de mestrado e doutorado dos Programas de Pós-Graduação em Geografia e de Ciências Ambientais da UFPA, cujas pesquisas desenvolvidas na zona costeira paraense são apresentadas nesse livro.
Por último, é importante registrar os agradecimentos às seguintes instituições:
Coordenadoria de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superio (CAPES), Pró-Reitoria de Graduação e Pesquisa da Universidade Federal do Pará (PROPESP-UFPA), Faculdade de Geografia e Cartografia da Universidade Federal do Pará e Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (FGC-IFCH-UFPA); Universidad de Oriente (UO), de Santiago de Cuba-Cuba, Centro Universitario Municipal(CUM) de San Luis- UO-Cuba. Ao Centro de Monitoramento de Zona Costera (CEMZOC)- UO-Cuba e à Universidade do Licungo- UNILICUNGO- Moçambique.
Márcia Pimentel, novembro 2019

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Nosso adeus ao poeta das marés, Waldemar Vergara Filho





Com grande tristeza lamentamos o falecimento do senhor Waldemar Vergara Filho, o Vergara, como o chamávamos em nossas tantas idas às áreas de preservação ambiental, mais especialmente a RESEX de São João da Ponta, no nordeste paraense. “Poeta de nascimento e biólogo de profissão”, como ele mesmo tantas vezes se definiu em conversas alegres ali na Associação dos Usuários da RESEX de São João da Ponta – MOCAJUIM. Sua imensa importância para todos nós alunos e ex-alunos da Universidade Federal do Pará, Faculdade de Geografia, através do Grupo de Estudos Paisagem e Planejamento Ambiental - GEPPAM, foi sem precedentes. Diversos trabalhos de conclusões de cursos, artigos científicos, dissertações, teses, livros, Entre Marés (evento), trilhas ecológicas, batismo no mangue (trilha), capacitação de agentes ambientais voluntários e tantas outras ações viabilizadas graças a sua articulação com a comunidade local e com o GEPPAM (basta só dar uma rápida pesquisada neste blog). 

  

Seus ensinamentos ressoam até hoje em nossas memórias e nos fazem lembrar sempre a importância de aprender o que os livros e a universidade não nós podem ensinar. Pois esses saberes estão escritos com sons, gestos, olhares expressos na comunicação do pescador, da marisqueira, do tirador de caranguejo, do pequeno agricultor, da população local, ou seja, os mestres da maré com os quais todos nós aprendemos durante esses mais de 8 anos de trabalhos de extensão, pesquisa e ensino nas RESEXs de nosso estado.  
Vergara era mais do que um parceiro, era um amigo e eterno membro do nosso grupo de estudos. Juntamente com os pescadores e moradores locais, Vergara nos mostrava um mundo para além dos muros da universidade, um mundo para além das teorias e métodos gravados em folhas apáticas de grossos livros. Um mundo cheio de significados, colorido e vibrante. Um mundo menos denso e mais profundo, orquestrado pelo enigmático e terno ritmo da maré.

Fica aqui nosso adeus, poeta das marés!
Equipe GEPPAM.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Reunião do Conselho Gestor da Reserva Marinha São João da Ponta

      O Conselho Gestor da Reserva Marinha São João da Ponta reuniu-se, no dia 31 de agosto deste ano, na sede da Associação dos Moradores, para apresentar os novos integrantes que farão parte das ações de planejamento e de decisões coletivas sobre esta unidade de conservação. Participaram da reunião os representantes das seguintes entidades: ICMbio, que preside a sessão, Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará - EMATER, Igreja Católica, Colônia de Pescadores, Resex Curuçá, Universidade Federal do Pará - UFPA, Grupo dos Jovens Protagonistas de São João da Ponta, polo Deulândia, polo São Francisco, polo Porto Grande e polo Cidade.

    Um dos pontos de pauta da reunião referiu-se aos desafios dos novos conselheiros em discutir estratégias da gestão sobre o uso dos recursos naturais. Como desdobramento desse último foi dada a explicação sobre o processo de cadastramento dos novos usuários da Resex.

    A prof. Dr. Márcia Aparecida da Silva Pimentel que ocupa cadeira no conselho, representando a Universidade Federal do Pará, agradeceu a colaboração da comunidade no apoio ao evento Entre Marés, realizado em junho, e anunciou a continuidade da extensão universitária e novas pesquisas de iniciação científica que serão desenvolvidos na Resex Marinha para os próximos anos.

    O Conselho Gestor de uma unidade de conservação é um dispositivo institucional que objetiva tornar mais democrático e participativo a gestão e o planejamento da Reserva Marinha São João da Ponta, com apoio das comunidades, associação de moradores e parceiros para viabilizar ações sustentáveis, educacionais e científicas.

Texto: Prof. Drª. Márcia Pimentel e Jorge Alex
Foto: Jorge Alex, 2017.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Grupo de pesquisa realiza estudos em reserva extrativista do nordeste paraense


Com o objetivo de analisar questões socioambientais da Amazônia paraense, o Grupo de Estudos Paisagem e Planejamento Ambiental (GEPPAM) realiza pesquisa e atividades em Reservas Extrativistas, no nordeste do Pará. O grupo, coordenado pela professora doutora Márcia Pimentel, uniu-se ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBIO), à Associação dos Usuários da Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta (Mocajuim) e a escolas públicas para realizar políticas de afirmação territorial, de planejamento e de gestão ambiental e atividades de pesquisa, ensino e extensão no município de São João da Ponta.
Como funciona? -  O GEPPAM também é vinculado à Faculdade de Geografia e Cartografia (FGC), ao Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) e ao Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais (PPGCA). Além disso, conta com estudantes de Geografia, Geologia, Biologia e Turismo que realizam as atividades acadêmicas em Reservas Extrativistas. As atividades abordam os seguintes temas: conservação e uso sustentável em áreas protegidas; populações tradicionais; estudo e mapeamento da dinâmica dos manguezais; empoderamento e capacitação de comunidades locais e educação ambiental.

Importância e Objetivos - Segundo a coordenadora, o grupo tem a meta de responder, “sob o ponto de vista teórico-metodológico, a questões relacionadas à dinâmica socioambiental que tem contemplado os nossos interesses. Portanto, o GEPPAM quer estruturar suas atividades sob o tripé ensino-pesquisa-extensão”. Por isso, para ela, o grupo tem o papel de formar ”alunos da graduação e pós-graduação que possam compreender a diversidade entre os saberes”.
Entre Marés 2017: Compartilhando saberes - A parceria também gerou o evento “Entre Marés 2017: Compartilhando saberesrealizado nos dias 9 e 10 de junho, na Reserva Extrativista Marinha de São João da Ponta. Com apoio da Pró-Reitoria de Extensão (Proex), o evento foi coordenado pelas professoras doutoras Márcia Pimentel e Carmena França, da Faculdade de Geografia e Cartografia, e contou com palestras, diálogos e apresentações culturais.
 

Grupo de Estudos Paisagem e Planejamento Ambiental - Criado em 2010, como resultado do programa de extensão “Educação Ambiental nas RESEX’s Marinhas de São João da Ponta e Mãe Grande de Curuçá-PA”, “o grupo tem origem com os alunos da faculdade de Geografia, que, coordenados por mim, começaram a integrar as discussões sobre dinâmica da paisagem e planejamento ambiental”, conta a professora Márcia.
A partir daí, o grupo organizou diversos projetos. “Começamos a pensar nas Áreas Protegidas, sobretudo as Unidades de Conservação de Uso Sustentável. Iniciamos nossos estudos na Resex Extrativista de São João da Ponta, em 2010. Desenvolvemos depois desse período, projetos de extensão, pesquisa e ensino. Meus alunos realizaram Trabalhos de Conclusão de Curso e Dissertações de Mestrado”, relata a coordenadora.
Texto: Alice Palmeira - Assessoria de Comunicação da UFPA
Fotos: França, 2017.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

INSCRIÇÃO "ENTRE MARÉS 2017: COMPARTILHANDO SABERES"



UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ
INSTITUTO DE FILOSOFIA E CIÊNCIAS HUMANAS
FACULDADE DE GEOGRAFIA E CARTOGRAFIA
GRUPO DE ESTUDO PAISAGEM PLANEJAMENTO AMBIENTAL (GEPPAM)

ENTRE MARÉS 2017: COMPARTILHANDO SABERES



 EDITAL: 01/2017 23 de maio de 2017

DISPOSIÇÕES PRELIMINARES:

 Do Grupo
O Grupo de Estudo Paisagem e Planejamento Ambiental (GEPPAM) é coordenado pela Prof.ª Drª. Márcia Aparecida da Silva Pimentel (Faculdade de Geografia e Cartografia e do Programa de Pós-graduação em Geografia (PPGEO). Entre os objetivos do grupo, está o desenvolvimento de projetos de pesquisa e de extensão universitária em Áreas Protegidas, relacionados à dinâmica da paisagem, gestão em Unidades de Conservação de Uso Sustentável e educação ambiental.

Do Evento
O evento “Entre Marés 2017: Compartilhando Saberes”, é uma realização do GEPPAM e da Associação dos Usuários da RESEX Marinha de São João da Ponta – PA (MOCAJUIM). O evento, realizado desde 2010,  é coordenado pelas professoras Drª. Márcia Pimentel e Drª. Carmena França e promovido com o apoio da Pró-reitoria de Extensão - PROEX-UFPA, Universidade Federal do Pará UFPA, Faculdade de Geografia e Cartografia (FGC) e Programa de Pós-graduação da Geografia - PPGEO, Programa de Pós-graduação de Ciências Ambientais - PPGCA da Universidade Federal do Pará. Externamente, recebe apoio do ICMbio e   Prefeitura Municipal de São João da Ponta.
Desde 2010, alunos de graduação e da pós-graduação de Geografia, desenvolvem atividades de educação ambiental, junto às comunidades extrativistas pesqueiras de São João da Ponta. Compartilhar saberes é o tema que move a nossa extensão. 

 DA PARTICIPAÇÃO
O requisito principal para participação do evento é o envio da proposta de oficina voltada para a educação ambiental. A proposta deve ser encaminhada via formulário eletrônico disponível na página do GEPPAM geppam.blogspot.com.br, e que se enquadre nos eixos temáticos propostos. As oficinas serão ministradas na sede municipal e comunidades rurais de São João da Ponta – PA, nos períodos da manhã e tarde, tendo como público-alvo crianças, adolescentes e adultos.

PERÍODO DO EVENTO
O evento acontecerá nos dias  09 e 10 de junho de 2017 no município de São João da Ponta – PA.

DOS EIXOS TEMÁTICOS
As oficinas devem se enquadrar nas seguintes temáticas:
1- Paisagem e Meio  Ambiente, 
2- Lugar e  patrimônio, 
3- Território, territorialidade  e empoderamento,
4- Aprendendo com os mapas.

Observação: As oficinas devem atentar para as seguintes palavras-chave:  zona costeira, reserva extrativista marinha, manguezal, sustentabilidade, comunidades tradicionais.

DOS CRITÉRIOS DE SELEÇÃO
I – Estar regularmente matriculado;
II – Enviar proposta de oficina no prazo estipulado (Eliminatória);
III – Preencher e enviar a proposta de oficina que se enquadre nos eixos propostos (Eliminatória).

DOS PRAZOS
Envio das propostas até dia 01 de junho. 
Resultados de aceites: 05 de junho.

DO CRONOGRAMA

Dia 09 – 1º dia do Evento
Saída de Belém: 7:30h 
Abertura na Sede da Mocajuim: 11:00h
Atividades na escola Municipal Antonia Rosa:
Inicio das oficinas da tarde: 14h
Inicio das oficinas da noite: 18h

Dia 10 – 2º dia do evento
Oficinas nas comunidades rurais: das 9h às 12h.
Retorno à Belém: 14h

As inscrições serão on-line serão realizadas via formulário eletrônico disponibilizado na página do GEPPAM geppam.blogspot.com.br. Depois de preenchidos os campos obrigatórios, clique em Enviar Formulário! E pronto, sua inscrição terá sido efetuada com sucesso.

A inscrição deve ser feita pelo responsável da equipe proponente. Cada equipe deve conter 4 (quatro) pessoas.

Havendo dúvidas, por favor, não hesite em entrar em contato.
Atenciosamente,
Equipe de organização do Evento Entre Marés: compartilhando saberes, 2017
Grupo de Estudo Paisagem e Planejamento Ambiental - GEPPAM.
geppamproext@gmail.com

sábado, 9 de julho de 2016

Conheça a obra "Comment je suis devenu géographe" (Como me tornei geógrafo)


Les éditions du Cavalier Bleu ont décidément de très bonnes idées ! Après avoir lancé leur travail d’éditeur autour de la collection Les Idées reçues, elles entament une nouvelle série qui portent sur la genèse des métiers. Le premier opus est consacré au métier de géographe. Comment je suis devenu géographe paraît à quelques jours du Festival International de Géographie. Préfacé par Christian Pierret, dirigé par S. Allemand, ce volume trace le portrait de 12 illustres géographes et fait le récit de leur première rencontre avec la géographie. La lecture de cet ouvrage est incontournable pour qui s’intéresse à l’épistémologie de la géographie, notamment les étudiants qui préparent, pour l’oral, l’épreuve sur dossier du CAPES.
Sylvain Allemand est journaliste scientifique. Il a participé à de nombreux ouvrages : codirection avec François Ascher et Jacques Lévy du volume Les Sens du Mouvement. Belin / Colloque de Cerisy, 2004, La géographie contemporaine, 2005, Les paradoxes du développement durable, 2007
La brochette de géographes retenue par Sylvain Allemand réunit beaucoup d’hommes, dont certains en fin de carrière : Bailly, Berque, Brunet, Claval, Frémont, Knafou, Lévy, Pitte, Staszak. Seules trois femmes sont présentes (Pumain, Veyret), dont la benjamine du groupe Valérie Gelézeau. La parité n’est pas encore le fait de la profession ! même si Denise Pumain se défend d’avoir subi du sexisme pendant sa carrière.
Une quinzaine de pages est consacrée à chaque géographe. Chaque chapitre s’organise de la même façon.


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Fonte: Texto e imagem extraídos do site La Cliothèque.


sábado, 25 de junho de 2016

Des cartes dans vos têtes



En géographie, la carte mentale est une méthode permettant de recueillir des informations spatiales. Il s’agit en fait d’une technique d’enquête permettant de collecter des informations sur un territoire donné. Introduites en Angleterre dans les années 1970 et appliquées dans un premier temps à l’espace urbain (Lynch, 1976), les cartes mentales permettent d’acquérir et collecter des « connaissances » spatiales individuelles et subjectives. Pour cela, la personne enquêtée est invitée à dessiner à main levée sa propre perception de l’espace géographique sur une feuille blanche.

Confira a matéria completa e assista o filme acessando: https://neocarto.hypotheses.org/2389

Cartographie et savoir traditionnel

Cartographie et savoir traditionnel

Les Penan souhaitent rassembler des informations sur leur espace vital ainsi que leurs culture et histoire pour les générations à venir. Ils ont besoin des documents culturels et historiques et des cartes pour démontrer l’utilisation de leurs terres et les limites de leurs territoires, notamment pour faire valoir leurs droits coutumiers devant les tribunaux.

Preuves manquantes d’une culture autochtone

Pour les Penan, comme pour d’autres groupes autochtones, les terres ont une importance particulière: la forêt pluviale n’offre pas uniquement tout ce dont ils ont besoin pour vivre, mais comporte également une fonction culturelle. Elle est porteuse de leur histoire, patrie et dernière demeure de leurs aïeux et élément fondamental de leur identité. Pour un peuple qui ne connaît pas la transmission écrite de ses traditions, son histoire, sa culture et sa spiritualité survivent par l’intermédiaire des lieux. Le lien traditionnel des Penan avec leurs terres joue un rôle central dans l’identité culturelle.
Le défrichage de la forêt pluviale et le déplacement des Penan de leurs terres traditionnelles menacent cependant de détruire petit-à-petit ce lien. Le projet de cartographie, un des projets centraux du Bruno Manser Fonds, tente de mettre un frein à cette évolution. Il en va ici de documenter le savoir géographique et historique des Penan en interrogeant, recherchant et mesurant. Le savoir est ensuite représenté sous la forme de cartes et d’autres moyens de documentations tels que textes, photos, vidéos et enregistrements vocaux.
Ces preuves de leur culture et de leurs zones d’utilisation constituent la base sur laquelle se fondent les plaintes territoriales. C’est ainsi que les Penan tentent d’obtenir des droits d’utilisation coutumiers. Ici, le Bruno Manser Fonds soutient les Penan au moyen du projet sur les droits coutumiers autochtones.

Cartographie

Le Bruno Manser Fonds fournit aux Penan le savoir nécessaire et l’équipement technique qui vont leur permettre de réaliser eux-mêmes les cartes de leurs terres. Ils mesurent de façon autonome leur espace vital au moyen du GPS (= global positioning System) et de cartes déjà existantes. Il n’en va pas uniquement de relever des coordonnées relatives à l’extension de leurs zones utilisées, mais aussi de relever les lieux de grande importance culturelle ou historique tels que sépultures ou terrains de chasse. Ainsi, les noms des rivières, montagnes, vallées, cols et rochers découlent fréquemment de situations historiques ou d’une tradition orale. La saisie cartographique de leur culture est un élément important du projet. Grâce au savoir spatial exceptionnel des Penan, depuis 2002 il a été possible de documenter notamment plus de 7000 éléments topographiques tels que rivières ou montagnes, mais aussi près de 2000 sites comme des lieux de sépultures ou d’anciens villages. Certaines des informations géographiques recueillies sont visibles dans le cadre du GéoPortail.

Tradition orale

Une autre partie importante est la documentation écrite de leur histoire, des traditions autochtones, de la langue ainsi que de leur exploitation spécifique de la forêt pluviale, à ce jour exclusivement transmises par voie orale. Pour ce faire, on s’adresse en particulier aux Penan plus âgés, on enregistre leurs réponses sur support vocal pour ensuite les transcrire puis les traduire en malais et en anglais.

Recherche historique

La recherche de littérature dans les archives et les bibliothèques de Suisse, d’Angleterre ainsi que de Malaisie et l’enquête comme l’interrogation de témoins complètent les possibilités de documentation mentionnées plus haut. Elles permettent de rassembler des preuves en faveur des efforts entrepris par les Penan afin d’affirmer leurs droits coutumiers.
En conclusion, le projet de cartographie veille à ce que ce trésor culturel soit documenté et mis à disposition des Penan et d’autres personnes intéressées. En outre, il fournit la base pour l’acquisition de titres de propriété terrienne et offre aux Penan des moyens légaux pour lutter contre la disparition progressive de leur espace vital. Outre l’utilité pratique, les documents élaborés renforcent l’identité et la confiance en soi des Penan.

Informations complémentaires

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Fonte do texto e imagem: Matéria extraída do site Bruno-Manser-Fonds e disponíveis no endereço: http://bmf.ch/fr/projets-et-campagnes/cartographie-et-savoir-traditionnel/

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Seleção de Bolsista para o Projeto Sustentabilidade Ambiental na Universidade

Inscrições: Até 16 de junho de 2016, enviando currículo lattes e histórico escolar para projetosgestao221@gmail.com, com o título: “Seleção IC- Universidade Sustentável 2016 – nome e sobrenome”.
No corpo do e-mail colocar somente contatos (e-mail e telefone) e curso do candidato (identificando o semestre)
Qualificações necessárias:
• Estar cursando, no mínimo, o 3º período do curso de Economia, Geografia, Ciências Sociais, Oceanografia ou Biologia na Universidade Federal do Pará;
• Não possuir outra bolsa;
• Disponibilidade de 04 horas diárias para estágio;
• Bom conhecimento de informática, uso de Excel e banco de dados (comprovados com declarações/certificados);
• Nível intermediário de leitura em inglês (imprescindível).
Diferenciais:
• Experiência comprovada em pesquisa.
• Produção científica publicada.
• Participação em exames de proficiência (inglês).
Vagas: 1 (uma).
Remuneração: R$400,00 para 20 horas semanais.
Fonte: ASCOM/UFPA  disponível em: https://www.portal.ufpa.br/imprensa/bolsaPortal.php?cod=93

segunda-feira, 6 de junho de 2016

NUMA/UFPA promove debate sobre Gestão Pública a partir das Unidades de Conservação




O Núcleo de Meio Ambiente da Universidade Federal do Pará (NUMA/UFPA) promoverá nesta terça-feira, 7, o debate "Gestão Pública a partir das Unidades de Conservação: oportunidades de otimização". O evento faz parte das comemorações dos 25 anos do NUMA e será aberto ao público. O encontro  será realizado na sala Paquetá do Núcleo, Campus Profissional da UFPA, Guamá, Belém.

Ciclos de Debates - Desde o início do ano, o NUMA vem promovendo ciclos de debates em comemoração aos 25 anos do núcleo, completado no mês de abril de 2016. Os debates possuem sempre como pauta principal o Meio Ambiente. Já foram discutidos temas como "CONAMA e revisão de normas do licenciamento ambiental brasileiro: debates e conflitos"; e "Tentativa de Impeachment, política e economia global: significados e rumos no Brasil contemporâneo". A expectativa é de que todos os meses, até o final do ano, outros debates sejam promovidos.

Serviço:
Ciclo de Debates NUMA 25 anos
Tema: Gestão Pública a partir das unidades de conservação: oportunidades de otimização
Data: 7 de junho de 2016
Hora: 9 horas
Local: Núcleo de Meio Ambiente da UFPA, sala Paquetá (ao lado do Chalé de Ferro).

Fonte: ASCOM/UFPA disponível em: https://www.portal.ufpa.br/imprensa/noticia.php?cod=11710

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Participe do XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto - Santos/SP, maio/2017


O XVIII Simpósio Brasileiro de Sensoriamento Remoto tem como objetivo congregar a comunidade técnico-científica e o usuário empresarial das áreas de Sensoriamento Remoto, Geotecnologias e de suas aplicações para a apresentação de trabalhos e debates sobre as pesquisas, desenvolvimento tecnológico, ensino e a política científica realizados no país e no mundo nos últimos dois anos.

Temas

Análise de séries temporais de imagens de satéliteOceanografia
AquaculturaPoluição
Áreas úmidasProcessamento de imagens
Cartografia e fotogrametriaProdução e previsão agrícola
Classificação e mineração de dadosSaúde
Degradação de florestasSensoriamento remoto de águas interiores
EducaçãoSensoriamento remoto de microondas
Floresta e outros tipos de vegetaçãoSensoriamento remoto hiperespectral
GeologiaSistemas de coleta de dados e telemetria
GeomorfologiaSistemas marinhos
Geoprocessamento e aplicaçõesSistemas marinhos costeiros
HidrologiaSistemas sensores: projeto, calibração e avaliação
LIDAR: sensores e aplicaçõesSistemas, gerenciamento e política de dados
Meteorologia e climatologiaSolos e umidade do solo
Modelagem espacialUrbanização
Monitoramento e modelagem ambientalUso e qualidade da água
Mudança de uso e cobertura da TerraVANTs, videografia e alta resolução
Mudanças climáticasServiços e Tecnologias Espaciais

Datas Importantes

Submissão de Trabalhosaté 04 de novembro de 2016
Notificação aos Autoresapós 16 de janeiro de 2017
Realização do Eventode 28 a 31 de maio de 2017
Realização de Cursos28 de maio de 2017
Abertura do Evento28 de maio de 2017, as 19h30
Sessões Temáticas e Especiaisde 29 a 31 de maio de 2017
Exposição Técnicade 29 a 31 de maio de 2017
Encerramento do Evento31 de maio de 2017, as 19h00

terça-feira, 8 de março de 2016

6º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal - de 22 a 26 de outubro de 2016


O 6º Simpósio de Geotecnologias no Pantanal tem como objetivo promover o encontro de profissionais das comunidades acadêmico-científicas e de estudantes de nível técnico, graduação e pós-graduação interessadas no uso de geotecnologias para estudos no Pantanal, incluindo-se a região do entorno situada também na Bolívia e Paraguai, delimitadas pela bacia hidrográfica do alto rio Paraguai. Além disso, a organização do evento abre oportunidade para a submissão de trabalhos desenvolvidos em áreas úmidas semelhantes ao Pantanal e também para trabalhos de desenvolvimento metodológico que, de alguma forma possam ser aplicados ao Pantanal.

Publicação dos 15 melhores artigos em revista Qualis Capes A2
A Revista Geografia (AGETEO), em acordo com a organização do Simpósio, publicará um número especial sobre geotecnologias no Pantanal, constituído por 15 artigos que se destacarem no evento. Os artigos serão selecionados por uma equipe formada por membros do comitê técnico-científico do 6º GeoPantanal e passarão pelas normas do Comitê Editorial da Revista. Salienta-se que atualmente esta revista está classificada no Qualis Capes no estrato A2.


Datas Importantes do 6° GeoPantanal
Período do Evento
22 a 26 de outubro de 2016
Abertura
23 de outubro, às 19h30
Cursos
22 e 23 de outubro, 8 às 17h
Limite Submissão de trabalhos completos
30 de junho de 2016
1ª Notificação aos autores
Até 20 de julho de 2016
Submissão de trabalhos corrigidos pelos autores
Até 31 de julho de 2016
Notificação final aos autores
05 de agosto de 2016
Encerramento
26 de outubro, às 22h


Maiores informações podem ser acessadas no site do evento: https://www.geopantanal.cnptia.embrapa.br/

sábado, 5 de março de 2016

Conheça a linha do tempo online do Histórico das Categorias UCs no Brasil.


Conheça a linha do tempo online do Histórico das Categorias UCs Brasil. A Timeline é parte integrante da dissertação de Mestrado Profissional em Conservação e Sustentabilidade Ambiental- ESCAS/IPÊ de Fabiana Pureza. Material totalmente digital e disponível para consultar na internet. De uso bastante intuitivo, o usuário só precisa clicar nos links para interagir com um vasto conteúdo referente ao histórico das categorias das Unidades de Conservação no Brasil vindo desde 1600 até os dias atuais. Confira no link a seguir: http://timeglider.com/timeline/dd91bf3af6822ee8 ______________________________________________________________________ Fonte: Pureza, F. Histórico das Categorias de Unidades de Conservação no Brasil. Disponível em: http://timeglider.com/timeline/dd91bf3af6822ee8. Acesso em: 05 de mar. 2016.


sexta-feira, 4 de março de 2016

Confira IX Seminário Latino Americano e V Seminário Ibero Americano de Geografia Física. Tema: A Geografia Física e a gestão de territórios resilentes e sustentáveis.



Acontece de 28 a 30 de Setembro 2016 na Universidade do Minho, em Guimarães (Portugal) o IX Seminário Latino Americano e V Seminário Ibero Americano de Geografia Física com o tema: A Geografia Física e a gestão de territórios resilentes e sustentáveis.

Instituições organizadoras:

Centro de Estudos de Geografia e Ordenamento do Território da
Universidade do Minho
Comité Latino Americano de Geografia Física

Comissão Organizadora:

António Vieira (UMinho)
António Bento-Gonçalves (UMinho)
Francisco Costa (UMinho)
Lúcio Cunha (UC)

Comissão Científica:

Lúcio Cunha – UC/Portugal (Presidente)
Adriano Severo Figueiró – UFSM/Brasil
Adriano Lima Troleis - UFRN/Brasil
Álvaro Gonzales Gervásio - UM/Uruguai
Anne Catherine Chardon – UNAL/Colombia
António Bento-Gonçalves - UMINHO/Portugal
Antonio Vieira – UMINHO/Portugal
Edson Vicente da Silva – UFC/Brasil
Eliane Foleto – UFSM/Brasil
Elizabeth Mazzoni – UNPA/Argentina
Enrique La Marca - UA/Venezuela
Francisco Costa - UMINHO/Portugal
Francisco Mendonça – UFPR/Brasil
Gilles Arnaud-Fassetta – UP7/França
Gustavo Mello Baptista - UnB/Brasil
Hugo Romero Aravena – UC/Chile
Jose Manuel Mateo Rodriguez – UH/Cuba
Katy Montiel – UZ/Venezuela
Luis Alberto Basso - UFRGS/Brasil
Luis Galiana – UAM/Espanha
Márcia Pimentel – UFPA/Brasil
Maria Manuela Laranjeira - UMINHO/Portugal
Messias Modesto Passos – UEM/Brasil
Selma Simões de Castro – UFG/Brasil
Tereza Reyna Trujillo – UNAM/México
Virgínia Teles - UMINHO/Portugal

Secretariado:

GeoPlanUM
Duarte Nunes

Sub-temas

1. Teoria e Metodologia da Geografia Física
2. Geomorfologia e dinâmicas naturais
3. Bacias hidrográficas - processos físicos, gestão e sustentabilidade
4. Paisagem, património natural e gestão do território
5. Climatologia, variabilidade e mudanças climáticas
6. Biogeografia, biodiversidade e conservação da natureza
7. Mudanças ambientais: Riscos, vulnerabilidades, desafios e gestão

Datas importantes 

Página WEB – dezembro de 2015
1ª Circular - dezembro de 2015
2ª Circular – fevereiro de 2016
Receção de trabalhos (até 12 páginas) – até 31 de março de 2016
Comunicação de aceitação de trabalho – 30 de junho de 2016

Para mais informações, acesse a página oficial do evento http://ixslagf.wix.com/info

sábado, 23 de janeiro de 2016

Último dia de oficina A Geografia e o Estudo da Paisagem: Estudo da paisagem e a contribuição para o planejamento urbano e rural



Dia 22 de janeiro de 2016, finalização da oficina “A geografia e o estudo da paisagem”, cujo tema foi: “Estudo da paisagem e a contribuição para o planejamento urbano e rural”.  A programação contou com apresentações de dois estudos de casos ministrados pela professora Viviane Santos e pelo graduando em Geografia Joelson Nascimento, evidenciando aspectos dos estudos da paisagem.























Em seguida foi iniciada uma dinâmica com os participantes da oficina. Essa dinâmica iniciou-se com perguntas sobre conceitos de paisagem apreendidos pelos alunos durante as oficinas, aulas e vivências. Todos foram muito participativos e esclarecidos em seus argumentos. Essa parte da oficina foi direcionada pelos professores Indiara Oliveira, Lana Nunes e Genisson Rodrigues.


Imagens de satélites, fotos de canais alagados e outras paisagens resultantes de impactos ambientais negativos foram apresentadas e distribuídas aos alunos para que os mesmos partissem das análises das paisagens para pensar soluções sobre essas áreas a partir de um olhar geográfico.


O evento foi de grande importância e bem sucedido no que se propôs. As oficinas, em especial, a oficina "A geografia e o estudo da paisagem” atingiu seu objetivo: apresentar a paisagem como categoria de análise em Geografia. No mais nossos agradecimentos a todos os participantes e a todos os amigos que fizeram essa oficina ser finalizada com sucesso.











Veja a programação completa do evento acessando o website: http://www.seminariogeoamazonia.org/. Participem!

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Texto e imagens: Equipe GEPPAM.
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